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26/04/2010

Indignação!! Mulheres tirando blusa para se vacinar!!

Sábado, dia 24/04, fui ao posto de saúde da João Pessoa para tomar a vacina contra a H1N1. Como já era de se imaginar, a fila ia até o final da comprida quadra, pois todos que estavam lá deixaram para se vacinar nos 45 minutos do segundo tempo como eu.

Fiquei 2 horas na fila esperando a minha vez. A espera em si não foi um grande problema, o tempo passou rápido e fiquei conversando com uma menina que estava na minha frente (descobri que ela era minha vizinha, que fazia Direito e que tinha tentado fazer o mesmo concurso que eu para o TRF, ou seja, assunto não faltou).

O que me chocou foi o fato de que ao adentrar o saguão do posto de sáude, constatei que ele havia se transformado num local público de vacinação, com uma grande concentração de pessoas que esperavam a sua vez para tomar a vacina.

Depois de termos a carteirinha de vacinação preenchida e carimbada, não éramos encaminhados para pequenas salas para tomarmos a vacina privativamente, o que era o procedimento padrão. Imagino que pelo grande movimento éramos encaminhados em grupos de 8 pessoas para trás de um biombo (que estava lá posicionado de maneira decorativa, pois não criava a divisão de ambiente e ficávamos expostos ao restante do pessoal em fila que estava dentro do saguão, em torno de 30 pessoas), em que uma enfermeira com cara de má agarrava o nosso braço e injetava a vacina, tudo tão rápido que não deu tempo nem para me preparar psicologicamente (quem me conhece sabe que tenho pavor de tomar vacina e tirar sangue, e tenho sim que me preparar psicologicamente, respirar fundo, fechar os olhos e virar a cabeça para o lado oposto da enfermeira, para completar o ritual, isso quando não arrasto minha mãe junto para ficar apertando minha mão) e nem mesmo para verificar se a seringa era descartável, porque quando vi ela já estava me injetando (vamos torcer para que fosse, hehe).

A grande questão é que como fazia um dia bem fresco, muitas pessoas estavam agasalhadas, e muitas com blusas de manga comprida. Como já imaginava, fui de camiseta e moletom, e antes de entrar no saguão tirei o moletom para facilitar o trabalho. Algumas mulheres não tiveram a mesma sorte, e na correria de não conseguirem erguer as mangas compridas das blusas ou de despir uma só manga, foram obrigadas a tirar a blusa toda, e lá ficaram, somente de sutiã, expostas à todos, totalmente constrangidas e sem ação.

Teria feito um escândalo se fosse comigo, pelo menos não deu para observar algum tarado fitando tais moças, já que estava uma muvuca e uma desorganização tão grande no local, que este fato deve ter passado desapercebido dos demais.

Mas deixo aqui registrada a minha indignação!!

13/04/2010

Realidade Caótica!!

Estou muito triste com a tragédia pela qual o RJ tem passado, mas tem se tornado cada vez mais evidente que tragédias naturais estão e continuarão a ocorrer, com forças cada vez mais degradantes, pois a natureza está berrando por ajuda, sinalizando de todas as formas possíveis que está chegando ao seu limite.

Porém, diante deste quadro caótico que estamos observando acontecer com a cidade maravilhosa, restam as perguntas:
Não será pretensão demais do Brasil ser sede de olímpiadas e copa do mundo se não tem estruturas mínimas de subsistência para os seus cidadãos? Não seria melhor direcionar todo o investimento financeiro que as cidades-sede farão para primeiro solucionar problemas básicos de saúde, educação, moradia, etc. da população para então num futuro pensar em sediar tais eventos? Por que o brasileiro tem o costume de ajudar o próximo somente na alegria ou na tristeza? Por que ele não pode ajudar o próximo constantemente?

É incrível como o brasileiro precisa esperar que tragédias como essa do RJ aconteçam para olhar para o próximo carente, se sensibilizar com a sua dor e colocar a mão na massa. E depois que tudo acaba, os problemas são esquecidos e a atenção torna a ser direcionada ao futebol e ao carnaval.

Não é à toa que temos um quadro de políticos tão desinteressados por quem os elegeu, já que estes não exigem daqueles comprometimento, seriedade e atuação em prol do interesse público e do bem estar social.

26/02/2010

O QUE O DINHEIRO NÃO PODE COMPRAR!!??

Numa era em que teóricamente o dinheiro compra tudo, ele acaba perdendo o seu valor dentro de grandes instituições de ensino, que primeiramente para atrair novos alunos, propõem boas condições de pagamentos, descontos e até fazem você se sentir como se fosse importante para eles.


No início você é bem tratado, fica deslumbrado com longos discursos de tudo o que o curso proporciona e do quanto mais bem informado você vai sair de lá, de quanto vão te tratar bem, do quanto você terá suas sugestões e reclamações atendidas, e o principal, do quanto suas instalações e sistemas são de ponta e estão prontas para atender à todas as necessidades do aluno.


Doce sonho, a instituição perfeita não existe e está longe de existir, o que infelizmente acabamos descobrindo de formas não tão agradáveis, no decorrer dos cursos, em que você já não passa de mais um aluno para eles, em que as aulas que deveriam ser ministradas com qualidade são tão rasas, os professores tão mal preparados e geralmente contratados apenas por apresentar uma boa titulação, ou o que é pior, possuir um nome em destaque no Direito, ou quando você vai na Secretaria do curso exigir seus direitos e te tratam com grosseria, te fazem chorar, ou nunca dão retorno as suas solicitações, ou quando você descobre que tais instituições não possuem estrutura viável para estarem funcionando e muito menos alvará.


Muito pior é quando os cursos que contratamos são por Ead (ensido à distância), que em princípio deveriam facilitar muito mais as nossas vidas de alunos, nos poupando do deslocamento e nos proporcionando estudar nos horários que melhor nos convir, mas que ao contrário, só nos trazem mais insatisfações e aborrecimentos das incansáveis horas que passamos no telefone, sendo transferidos de setor em setor para tentar resolver um problema da aula que não está rodando, ou das aulas que não foram inseridas no sistema de Ead quando faltam apenas 17 dias para o concurso que você está se preparando, ou dos inúmeros e-mails enviados e não respondidos, ou das promessas incontáveis todos os dias de que os materiais disponibilizados pelos professores vão ser colocados no ar ou de que as aulas que não estão funcionando vão ser arrumadas.


No momento, a única coisa que eu gostaria, é que o meu dinheiro pudesse comprar mais organização, comprometimento e dedicação dessas instituições para com os alunos.


E por fim acabo me convencendo de que o melhor é estudar em casa e sozinha mesmo, lendo a Lei e a doutrina e jurisprudência para me preparar para os concursos, porque a cada curso que faço em instituições diferentes e que pago uma fortuna, os mesmos problemas e insatisfações me perseguem!!


Serve de alerta para os concurseiros em Direito!!


Abraços,


Mi